3D e vídeo
Fotos de produto ou renders 3D: como escolher
Todas as marcas que vendem online acabam por fazer a mesma pergunta: fotografamos o produto ou fazemo-lo em 3D? As duas opções servem para vender, mas não resolvem o mesmo. Escolher bem depende da fase em que o teu produto está, de quantas versões tem e do que o teu comprador precisa de ver antes de decidir.
O que resolve cada uma
Uma fotografia de produto capta algo que existe: uma peça real, com a sua luz, a sua textura e as suas pequenas imperfeições. Transmite verdade quase sem esforço, e é por isso que funciona tão bem quando o comprador quer saber como é o produto na vida real.
Um render 3D parte de um modelo digital do produto. Depois de construído esse modelo, pode mostrar-se de qualquer ângulo, sobre qualquer fundo, em qualquer cor e com a luz exata que quiseres. Não substitui a realidade: representa-a com um controlo que a câmara nem sempre dá. Bem feito, o comprador não se pergunta se é fotografia ou render; vê apenas um produto que lhe interessa.
Quando compensa o render 3D
O 3D faz sentido sobretudo quando fotografar se torna lento, caro ou simplesmente impossível. Estes são os casos mais claros:
- O produto ainda está na fábrica. Com os desenhos técnicos ou com uma amostra podes ter imagens para a loja, a pré-venda ou uma apresentação a distribuidores antes de chegar a primeira produção.
- Tens muitas variantes de cor ou de material. Com o modelo feito, cada variante nova é uma mudança de acabamento, não mais uma sessão fotográfica.
- Precisas de imagens impossíveis de fotografar: o produto aberto por dentro, peças que se separam no ar ou uma câmara que dá a volta ao produto num vídeo.
- Queres a mesma luz em todo o catálogo. Quando cada produto é fotografado num momento diferente, as diferenças notam-se na loja; em 3D saem todos com a mesma iluminação e o mesmo enquadramento.
Além disso, o modelo reutiliza-se. Serve para a ficha de produto, para um anúncio animado, para ver o packaging antes de o imprimir e para as campanhas que vierem depois, sem recomeçar do zero de cada vez.
Quando ganha a fotografia
Há coisas que a fotografia conta melhor. As texturas com muito carácter, como a madeira, o couro, os tecidos ou os alimentos, apreciam-se especialmente bem numa boa fotografia, porque o comprador reconhece nela algo em que já tocou.
A fotografia também ganha quando há pessoas. Ver o produto nas mãos de alguém, numa cozinha ou dentro de uma mochila ajuda a imaginar o seu tamanho e a sua utilização, e cria uma proximidade difícil de fabricar. E nas marcas em que a origem conta, como uma oficina familiar ou um produto artesanal, a autenticidade de uma imagem real faz parte do que se vende.
A pergunta não é se uma imagem é fotografia ou render, mas se ajuda o teu comprador a decidir.
O melhor costuma ser combiná-las
Na prática, o mais sensato costuma ser usar as duas. Uma divisão habitual: renders 3D para a imagem principal de cada ficha, as variantes de cor e os pormenores técnicos, e fotografia para o produto em uso, as pessoas e o ambiente da marca.
A chave para conviverem é a coerência: que a luz, as cores e o enquadramento dos renders se pareçam com os das fotografias. Caso contrário, a loja parece feita aos bocados. Por isso convém decidir o estilo visual antes de produzir o que quer que seja, e que a sessão fotográfica e o trabalho em 3D partam da mesma referência.
Nos anúncios passa-se algo parecido. Um render animado chama a atenção nos primeiros segundos e um vídeo com pessoas transmite confiança. Alterná-los ajuda-te a ver o que resulta melhor com o teu público, em vez de o adivinhares.
O que precisamos de ti
Para teres o teu produto em 3D não precisas de chegar com nada complicado. Se já existirem ficheiros do produto, como os desenhos de fábrica ou um modelo de design, partimos deles. Se não, basta-nos uma amostra: medimo-la, fotografamo-la como referência e construímos o modelo a partir dela.
Com esse modelo preparamos as imagens e os vídeos de que a tua loja e os teus anúncios precisam, e combinamo-lo com fotografia quando faz sentido. No nosso Creative Lab podes ver como um produto passa da malha 3D à imagem final.
Se não tens a certeza do que te convém no teu caso, pede uma chamada inicial de 20 minutos. Mostras-nos o produto, contas-nos onde o vendes e dizemos-te que combinação de fotografia e 3D faria sentido para começar.
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